Seguros Auto · 30 de março de 2026
Se tens carro em Portugal, há uma coisa que não podes ignorar: o seguro de responsabilidade civil automóvel. É obrigatório por lei desde 1979 e circular sem ele pode custar-te muito mais do que o próprio seguro. Mas afinal, o que é que cobre? O que é que não cobre? E quanto é que vais pagar em 2026?
Vamos a isso.
O seguro de responsabilidade civil automóvel, vulgo "seguro obrigatório", existe para proteger terceiros. Ou seja, se causares um acidente, a tua seguradora paga os danos que infligiste a outras pessoas e aos seus bens. Tu és o responsável; a seguradora assume a fatura.
É importante perceber isto desde o início: o seguro obrigatório não te protege a ti nem ao teu carro. Protege quem sofreu as consequências do teu acidente.
Segundo a lei portuguesa (Decreto-Lei n.º 291/2007), o seguro obrigatório tem de cobrir:
Danos corporais a terceiros. Lesões físicas causadas a outros condutores, passageiros, peões ou ciclistas envolvidos no acidente. Inclui despesas médicas, incapacidade temporária ou permanente, e em casos extremos, indemnização por morte. O limite mínimo legal é de 6,07 milhões de euros por sinistro, um valor que parece alto, mas que em acidentes graves com múltiplas vítimas pode ser atingido.
Danos materiais a terceiros. Danos no carro do outro, numa vedação, num muro, num poste de eletricidade. O limite mínimo é de 1,22 milhões de euros por sinistro.
Passageiros do teu próprio carro. As pessoas que seguem contigo também estão cobertas se ficarem feridas, independentemente de quem teve culpa.
Aqui está o ponto onde muita gente se surpreende negativamente:
Para teres cobertura para o teu próprio carro precisas de um seguro com cobertura contra danos próprios, o chamado seguro "todos os riscos" ou coberturas específicas.
Não existe um preço único. As seguradoras são livres de definir os seus prémios, e os valores variam bastante consoante o teu perfil.
| Fator | Impacto no preço | |---|---| | Idade do condutor | Jovens até 25 anos pagam significativamente mais | | Histórico de sinistros | Cada sinistro com culpa aumenta o prémio | | Zona geográfica | Lisboa e Porto tendem a ser mais caros | | Potência do carro | Mais cv = mais risco = mais caro | | Valor do veículo | Influencia as coberturas opcionais | | Garagem coberta | Pode reduzir o prémio |
Estes são valores de referência. A única forma de saberes o teu preço real é pedires simulações, e é aqui que a comparação faz toda a diferença.
O sistema de bónus/malus (ou bónus de segurança) é um mecanismo que premia os bons condutores e penaliza os sinistros. Funciona assim:
Depois de 10 anos sem sinistros, é normal conseguires descontos de 40% a 60% face ao prémio base.
Não. E as consequências são sérias:
O Fundo de Garantia Automóvel (FGA) cobre as vítimas de acidentes com veículos não segurados, mas depois vai atrás de ti para recuperar o que pagou.
Depende do carro e do teu perfil financeiro.
O seguro obrigatório faz sentido se:
Vale a pena alargar a cobertura se:
A resposta honesta: comparando. As diferenças entre seguradoras para o mesmo perfil podem ser de 200€ a 300€ por ano, dinheiro real que fica no teu bolso se pedires mais do que uma simulação.
No Dingo fazemos isso por ti: pedimos simulações a várias seguradoras ao mesmo tempo e apresentamos-te as opções de forma clara, sem letra pequena e sem ligações comerciais que enviesem a recomendação.
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Artigo escrito com base na legislação vigente em Portugal em março de 2026. Para casos específicos, consulta sempre as condições particulares da tua apólice.
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